Pós em Tradução de Inglês na Estácio – Parte II

Antes de ler este post, confira a primeira parte aqui

Tradução Literária – Depois de quase 2 anos de estágio revisando tradução técnica e mais 9 na área de tradução de patentes, ter que traduzir Virginia Woolf não foi nada fácil para mim, pois meu contato com a literatura é só nas horas vagas, mas eu gostei do desafio.

Destaque do módulo: O professor Peterso Risatti explicou em detalhes como funciona o  mercado editorial, as etapas de produção de um livro, as dificuldades da tradução literária e ainda deu várias dicas sobre livros interessantes. Para visitar o site dele, clique aqui .


Legendagem – Foi uma surpresa positiva. Sem este módulo eu nunca saberia que gostaria de legendar. Mas essa foi outra fase de sofrência do curso, pois tive que aprender tudo do zero e levei muitos dias para terminar as provas práticas.

Destaque do módulo: Como o professor Cesar Alarcon ensinou todas as etapas principais envolvidas na legendagem usando o programa Subtitle Workshop, eu tive a impressão de que estava tendo acesso a absolutamente tudo de essencial para conhecer sobre a área. Clique aqui para ler uma entrevista do professor falando sobre legendagem.


Inglês Jurídico – Apesar de não ter me identificado com essa área, achei importante o módulo por saber que os textos jurídicos estão por toda a parte e precisam de uma atenção especial.

Destaque do módulo: A professora Márcia Paredes Nunes batendo sempre na tecla do quão é importante entender o contexto para uma escolha terminológica precisa. Parece óbvio, mas não é. Os exercícios sobre falsos cognatos tanto em latim quanto em inglês também foram muito úteis.

Minhas Conclusões

Para quem busca formação ou aperfeiçoamento em tradução, este é um ótimo curso por oferecer:

  • um panorama muito detalhado sobre as principais áreas de tradução
  • um equilíbrio entre aulas teóricas e aulas práticas
  • muitas informações sobre o mercado de tradução

 

O que poderia melhorar na modalidade EAD

Duração de algumas aulas – Aulas com mais de 1 hora por favor NÃO!!!!! É simplesmente desesperador abrir a Sala de Aula Virtual e ver aqueles vídeos imensos. Ninguém consegue se concentrar por tanto tempo, o vídeo quase sempre trava e precisa ser reiniciado.

Minha sugestão: Aulas de no máximo 30-40 min seriam o ideal, na minha humilde opinião (e na de muitos dos meus colegas de curso também).

Enquete de avaliação do módulo –  Ela aparece toda vez que acessamos a plataforma bem em cima da página principal. E como eu não acho que faz muito sentido responder a enquete antes de ter assistido a muitas ou todas as aulas, acabo clicando na opção “Não responder” logo de cara só para me livrar dessa telinha chamativa e insistente.

Minha sugestão: Seria muito menos incômodo se a janela para o aluno avaliar o professor/módulo não fosse tão intrusiva e/ou só fosse enviada para nós ao fim de cada módulo.

Perguntas dos alunos presenciais – Mesmo já sendo regra que os alunos devem usar o microfone para fazer perguntas/comentários, nem sempre isso ocorre e quem assiste às aulas pela Internet fica sem saber o que foi dito.

Quem quiser dar sua contribuição com sugestões, perguntas ou críticas, deixe nos comentários.

Site: Pós Estácio

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Pós em Tradução de Inglês na Estácio – Parte I

Faltando pouco mais de um mês para terminar as matérias da pós em Tradução de Inglês (EAD) na Estácio, resolvi compartilhar com vocês minhas impressões sobre o curso e dar alguns detalhes do que é ensinado para quem tem interesse nesta área.

De tudo o que aprendi, aqui vão os pontos mais significativos para mim:

Gramática Inglesa II e II – Muito conteúdo prático e vários exercícios de fixação. Esses módulos também foram uma ótima oportunidade de listening, já que o professor é nativo, de Trinidade e Tobago. Relembrei várias coisas que não estudava há séculos e aprendi muitas outras.

Destaque do módulo: O professor Stephan Hughes dá aulas super divertidas e foca bastante em diferenças linguísticas entre o português e o inglês, tais como: posição e ordem dos adjetivos e advérbios, inglês americano x inglês britânico, além de trabalhar bastante os famigerados phrasal verbs.


Gramática Inglesa III – Neste módulo a coisa ficou ainda mais séria rsrsrs. Dá-lhe muitas reflexões por trás de outros pesadelos da língua inglesa para nós brasileiros: substantivos contáveis/incontáveis em inglês e quando usar artigo definido, artigo indefinido ou nenhum artigo.

Destaque do módulo: A professora Kristina Speakes fez algumas dinâmicas de grupo bem interessantes e pensou sobre a língua em um nível bem avançado mesmo, mais uma vez minha amada Linguística marcando presença. Neste módulo também temos mais uma chance de ouvir inglês nativo, pois ela é norte-americana.


Linguística – Só confirmou o quanto eu sou apaixonada, vidrada, enlouquecida por esta matéria (desde 2007 quando comecei a faculdade de Letras). O módulo de Linguística Aplicada à Tradução foi a minha melhor memória afetiva do curso inteiro. Assisti a quase todos os vídeos no Le Pain Quotidien comendo, bebendo e viajando com as aulas tão a minha cara!

Destaque do módulo: A relação que a professora Meritxell Almarza fez entre Linguística, História e Filosofia. Eu nunca tinha estudado juntas essas minhas paixões e fiquei fascinada! Quem sabe não faço um mestrado sobre isso…


Tradução Técnica – Outra mão na roda. Foram tantas dicas práticas de como lidar com texto, pesquisa terminológica e banco de dados… E minha lista de favoritos no Google Chrome quadruplicou graças a este módulo.

Destaque do módulo:  O conteúdo prático que a professora Simone Resende passa para os alunos é um baita diferencial. Ela ensina o passo a passo de como fazer pesquisa terminológica em dicionário, corpus e sites na Internet, comenta bastante sobre erros de tradução que cometeu no início da carreira e ainda grava tutoriais para ensinar sobre várias coisas úteis para além da tradução, como por exemplo, usar o Google Drive e melhorar as configurações de pesquisa do Google. Conheça o trabalho dela de pesquisa terminológica aqui.


Tradumática (Uso de CAT-tools) – Amei, amei e amei! Sem esta matéria eu não saberia o quanto o SDL Trados é maravilhoso, pois eu uso o Wordfast. Outro módulo essencial e cheio de dicas práticas.

Destaque do módulo: Aproveitei muito as orientações do professor Jorge Davidson sobre mercado de tradução, relação com agências e clientes diretos, dicas de outros programas e aplicativos que facilitam a vida do tradutor. E outro ponto interessante foi ele ter abordado a questão da confidencialidade ao mencionar o cuidado que precisamos ter com CAT-tools online e outras práticas que acabam expondo o conteúdo traduzido.

No próximo post eu falarei sobre tradução literária, outros módulos do curso, algumas impressões extras e uns detalhes que eu acho que poderiam ser melhorados.

 

Beijos e até a próxima! 😉

 

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Por que o Bolsonaro?

Por que parte dos brasileiros elegeu um ser humano sem qualificação, estrutura psicológica nem maturidade para o cargo mais importante do país?
 
Por que os seguidores do Bolsonaro o enxergam como mito e não apenas como um político que é temporariamente o chefe do Executivo?
 
 
Por que vivemos enfurnados na casa de mamãe e papai (isso quando existe um) até a hora de casar?
 
Por que tantos filhos brasileiros nem conhecem seu pai?
 
Por que não gostamos de ler nem estudar?
 
Por que somos tão dependentes de bandos, salvadores da pátria, soluções milagrosas, respostas simplistas?
 
Por que o que faz sucesso no Brasil geralmente é aquela pessoa vitimista e de preferência sem muito conteúdo nem noção?
 
Quem é que precisa e pede o tempo todo por colo, consolo e proteção?
 
Quem é que não pode andar com as próprias pernas, nem pensar com a própria cabeça?
 
Quem é que não dá conta de ir para vida e se expor à realidade nua e crua?
 
A criança!
 
Quanto maior a infantilidade de um povo, mais populista e incompetente será o seu “líder” porque adultos/crianças não querem governantes e sim um pai.

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3 Maneiras de Combater o Racismo

Este post foi inspirado no artigo US Today

  1. Denuncie – Casos de racismo devem ser denunciados para que a justiça seja feita. Como denunciar:

Use o site Safernet que atua em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal (PF) e outros órgãos do governo para fazer uma denúncia de racismo na Internet.

Ligue para o Disk 100 –  Serviço do Governo Federal que recebe denúncias de violação de direitos humanos.

Vá a uma delegacia de polícia comum ou especializada nesse tipo de crime.

Racismo: saiba como denunciar

2. Consuma conteúdos sobre a realidade da polução preta – Livros, filmes, séries, canais no Youtube, peças de teatro, museus, dança, música. Acessar produções culturais criadas por pessoas pretas ajuda a ter mais consciência da enorme contribuição que nós damos para a sociedade desde SEMPRE e a nos enxergar para além de temas como escravidão, racismo e violência.

  1. Cuidado com o que você fala! – A nossa forma de comunicação está cheia de palavras e expressões racistas. Elimine-as do seu vocabulário!

Em boca fechada não entra racismo: 13 expressões racistas que devem sair do seu vocabulário

Nós inventamos essa mentira abominável de superioridade/inferioridade racial. E nós precisamos destruí-la!

Que cada um faça a sua parte todos os dias.

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O que se passa? E quando passa?

Esta pandemia tem sido tantas coisas tão distintas para cada pessoa.

Mas ao mesmo tempo, tão coerente com a realidade que já existia antes dela….

E eu imagino que:

Os que tinham mais recursos, afetos, amparos, dinheiro guardado, plano de saúde em dia, com quem deixar as crianças, pra quem ligar no sufoco, com quem dormir agarradinho, continuam tendo.

Os que eram mais vulneráveis, solitários ou descompensados de corpo e juízo também continuam “firmes” no seu fiapo de vida desmoronada sem muito com o que fazer um escudo de aconchego e direção.

E os “meio lá e meio cá”, talvez a grandíssima maioria de nós, também seguem nessa estrada sinuosa de quem “tem e não tem” o essencial, de quem “conta e não conta” com uma proteção consistente para seus pavores, dores e fúrias, de quem “sabe e não sabe” como lidar, elaborar e situar os acontecimentos dos últimos meses que, de uma hora para a outra, varreram da Terra toda a nossa ilusão de controle, segurança e senso de continuidade.

Parece que não há mais garantias nem sobre o rumo do mundo, nem se amanhã vamos dar conta de nós no mais simples do cotidiano, no mais óbvio do fluir. Como se a vida que “inventamos” (empregos, governos, acordos, vínculos, prazeres, negócios…) tivesse adquirido as incertezas de nuvens

vaporosas

passageiras

diluídas na imensidão de um céu

que talvez exista para nos lembrar

que

TUDO PASSA

TUDO PASSA!

5 Contadoras de Histórias – Mulheres na Direção

Eu sei que ninguém cabe nos rótulos “homem”, “mulher”, “sexo masculino”, “sexo feminino” (nem em nenhuma de todas as denominações de gênero que existem). E que no fim, o que há são bilhões de presenças humanas que ultrapassam sem pudores esses papéis e personagens que encenamos até morrer, mas é impossível não ver a diferença do jeito feminino de olhar e contar uma história.

Parece que nós mulheres tendemos a focar mais nos detalhes do lado de dentro – emoções, dinâmicas relacionais, dilemas éticos, crises existenciais. Enfim, no que envolve as coisas da alma e os aspectos mais vulneráveis e multifacetados que possuímos.

Já os homens, na minha opinião, gostam mais de narrar a partir de um lugar emocionalmente distanciado, com um tom mais aventureiro, focado em fatos e não em sentimentos.

Os dois estilos se complementam e quando aparecem juntos num filme, livro ou qualquer tipo de narrativa, dão muito mais conta da realidade como um todo, deixando uma sensação de integridade e verossimilhança que faz qualquer bicho sapiens se ver retratado.

Todos os filmes da lista que fiz foram dirigidos por mulheres:

 

May el-Toukhy (dinamerquesa-egípcia)

Laís Bodanzky (brasileira)

Rohena Gera (indiana)

Julia Rezende (brasileira)

Nadine Labaki (libanesa)

 

Vale muito a pena assisti-los. E quem tiver sugestões para me dar de histórias interessantes (dirigidas por homens ou mulheres, tanto faz), deixe nos comentários. Eu sou alucinada em filmes e vou ficar feliz da vida! 😉 😉

Beijão!

Rainha de Copas

Como Nossos Pais

A Costureira de Sonhos

Ponte Aérea

Cafarnaum

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Paula Lavigne

 

 

Paula foi apalpada e disse que ia matar o cara.

Super me identifico. Se fosse comigo, não faria muita coisa. Só ia querer dar uma machadada nele e depois esquartejá-lo sem pressa nem dó.

Paula é workaholic, eu também.

Paula tem espírito de liderança, mas jamais se envolveria com política.

Paula é sincerona e de personalidade fortísssima.

Pena que Paula não gosta de ser mulher, apenas tolera (diz isso aos 6 minutos da entrevista). Aí tenho que discordar por completo.

Amo ser mulher, fêmea, ter tetas, curvas. Pensar, sentir, agir como mulher. Transitar pela existência deste lugar mais sinuoso e intricado.

 

Para mim, o problema das mulheres em grande medida se chama “HOMENS”.

Tirando as dificuldades fisiológicas – TPM, cólicas, menstruação, gravidez etc. O mal que sofremos é consequência do lugar menor, subserviente e objetificado que os homens nos deram ao longo da História. Não tem nada a ver conosco, mas sim com a incapacidade deles de lidar com a liberdade feminina.

Eles, os homens, gostam dessa coisa da conquista, da submissão e de uma relação extrativista com o mundo – natureza, outros homens e, obviamente, com as mulheres. Gostam de se fazerem senhores de tudo em que enxergam valor. E por isso. Apenas por isso a vida das mulheres tornou-se tão mais encolhida que a deles. Felizmente, estamos mudando a narrativa das últimas décadas pra cá, o que provavelmente irá reduzir o ranço que muitas mulheres têm da sua própria natureza.

Paula Lavigne é

atriz e produtora

mãe de Zeca Veloso e Tom Veloz

esposa de Caetano. Sim do nosso Caetano.

Obrigada por existir, Paula! Continuar lendo

Quando eu Canso de Brigar

Tento olhar a realidade com mais agudeza e amplitude;

Extrapolo as conveniências e tabus do meu lugar no mundo;

Construo um entendimento menos apaixonado e mais razoável das tantas formas distintas de se pensar, sentir e expressar a condição humana;

Aprendo a reservar um espaço para a dúvida e eventual mudança de opinião.


E conforme o tempo passa

Eu me habituo ao exercício reflexivo;

O desconforto em me perceber sem duplicatas vai se atenuando;

E a disparidade que de fato me distancia dos outros deixa de ser uma ameaça pra ser lida apenas como diferença!

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