As Caras da Repugnância

 Uma menina de 16 anos, 33 homens e um estupro coletivo.

Vilarejo de bárbaros? Não. Tribo canibal nos confins da Terra? Não. Idade Média? Também não. Século 21, zona Oeste do Rio de Janeiro, um dos estados mais desenvolvidos do país. E a minha dúvida é:

Onde esses “homens” esconderam sua humanidade? Onde desovaram seu respeito à mulher?

33 mentes e nenhuma consciência. 33 corpos e nenhuma alma!

Acredito que só nos tornamos capazes de torturar outro ser humano quando o desqualificamos da condição de semelhante, pois a certeza de que dói no outro como em nós costuma ser um freio moral eficiente.

É obrigatoriamente necessário que se encontre algum subterfúgio para legitimar o injustificável, e então o outro é coisificado, alienado, reduzido a não mais que o bastante para ser violentado.

Convivemos com duas categorias de pessoas:

As que sentem os outros e geralmente refreiam os seus impulsos ofensivos.
E as que inalam brutalidade junto com o oxigênio. Para estas últimas não há dor alheia que comova, não há limite intransponível.

Diante de realidades tão nefastas como esta, a utopia de um mundo regido pelo respeito supremo à vida me vem à cabeça e eu devaneio:

Um dia todos os homens aprenderão que o corpo e a dignidade de uma mulher é um valor inviolável e notícias como essas entrarão para a categoria de costumes animalescos praticados em eras longínquas.

Até lá, o que me resta é engolir minha revolta e pedir por justiça!!!

 

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