O Dia Em Que O Mundo Parou!

 

Sete de Maio de 2009, mais um sonho realizado. Ingresso na mão, ansiedade sapateando dentro de mim, fila quilométrica no CitiBank Hall, Barra da Tijuca- Rio de Janeiro.

Agitada ao extremo, nem me lembrei de comer. Na mente um único pensamento fixo: eu consegui! Vou vê-los!

Portões abertos e o mar de gente antes entretido em conversa fiada agora rumava ao reduto de “The Rock n’ Roll Star”, “The Masterplan”, “Slide Away” e tantas outras canções que embalavam nossa rebeldia e ideias mais megalomaníacas.

Oasis, a primeira e última banda a nutrir em mim uma tietagem obsessiva, daquelas que nos deixa cega. Meu único amor platônico duradouro, a companhia mais insistente em momentos de solidão e desajuste. A razão pela qual aprendi inglês sozinha há quase 20 anos. O que mais posso dizer? Um lindo pretexto para eu viver os devaneios reservados aos jovens meio lunáticos.

Entramos, uma banda qualquer abriu o show e logo começou a ziquezeira que me persegue: lugar lotado, quente, estômago vazio igual a enjoo, tontura e uma labareda me cozinhando por dentro.

Mas quem se importa?

Quando ouvi os primeiros acordes pulei feito louca, sabia todas as letras, inclusive das músicas novas porque fã que é fã ostenta o quanto pode. Não finge falsa modéstia.

A maior parte do show eu acompanhei no conforto 5 estrelas do chão, pois não tinha literalmente força nenhuma para me por de pé. Ou eu berrava as letras ou eu levantava. Era uma questão de contenção de despesas!

Nos momentos de mais euforia, esquecia da vertigem e pulava até não poder mais, e no minuto seguinte lá estava eu outra vez vendo o mundo de uma perspectiva mais minimalista cercada de All Stars, pernas em jeans e cerveja derramada.

Um segurança se aproximou e disse:

– Vem, menina. Eu vou te levar para ambulância.

E eu gritei:

– Daqui ninguém me tira!!!! Eu vou ficar até o fim!

E fiquei porque o que me falta em estatura me sobra em atrevimento.

A louca!! A decidida! A desnutrida que não aguenta multidão e pouca ventilação! Saí de lá acabada, rouca e esvaída em suor, emoção e fraqueza, mas valeu cada segundo.

Só os loucos aproveitam a vida até a última gota!

Vinte e sete de Fevereiro de 2016, essas tenras recordações impressas na minha alma vieram me visitar enquanto eu tomava meu café ao som de “Live Forever”, “Listen Up”, “Wonderall” e Cia.

Os melhores momentos da minha vida foram aqueles em que eu cedi à extravagância das emoções arrebatadoras!

Conheça minha página:

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