O Prazer de Ser Plural

Filha de baianos. Nascida e criada no Rio. Visivelmente herdeira das três etnias fundadoras do Brasil – indígena, europeia e negra.

Cafuza, morena, mestiça, escurinha, clarinha, neguinha ou meio amarelinha?

Carioca, nordestina ou simplesmente latina?

Tanto faz e tudo bem.

Rótulos só servem ao propósito
De discriminar
Para estudar ou aviltar

Por isso, quando penso nos estereótipos que até certo ponto me explicam, percebo que não me apegar apaixonadamente a nenhum deles, nem renegá-los em hipótese alguma, me torna livre de qualquer peso atrelado a eles.

Já que sou parcialmente todos e integralmente nenhum, e não havendo vocábulo em Língua Portuguesa capaz de abrigar com fidelidade minha completude intrinsecamente diversa, eu só acato como veredito final um termo que, apesar de genérico, é o menos excludente que conheço: humana.

Contra todas as formas de preconceito (racismo, xenofobia, misoginia, etc.), o meu melhor argumento é sempre o mesmo:
Somos todos presença humana.

O resto, não passa de um mistério segredado pela genética e emoldurado pelo social.

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