Convicta aos 20, Indecisa aos 30

A frase “Sei que nada sei” só poderia ter sido dita por um gênio mesmo, porque quanto mais ignorante a criatura é, mais certezas esbraveja pelos quatro cantos da Terra.

Aos 20 eu tinha 100% de convicção sobre o que queria, o que não me servia e, pasmem, quem eu era. (Pausa para aqueles risos descompensados que esvaziam os pulmões).

Hoje com quase 30, estou começando a me dar conta de que o que sei é meia gota e o que não faço nem ideia de que existe é oceano (na verdade, é a soma de todos os oceanos deste e de todos os outros mundos onde exista água).

E tudo bem!

A vida é para ser vivida e não intelectualizada.

O tanto de ciência que preciso ter sobre ela para não me sabotar em tempo integral se acomoda bem nos meus domínios.

Aprendi a lidar com as poucas crenças que me restaram e até a apreciar essa mobília minimalista que se instalou por aqui.

As coisas que ando lendo e fazendo só desmantelam ainda mais minha ilusão de segurança e, passado o chororô do apego, eu me sinto o máximo.

É como se livrar de 1 tonelada de tranqueiras e, em vez de se sentir perdida, descobrir que era exatamente esse excesso de distrações que estava embaçando a visão.

Às vezes, a vida me deixa nua para eu perceber que aquela roupa era apenas um acessório e não a minha pele.

Beijos e até a próxima!

a21

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