Mente Neurótica, Vida Caótica

Cansei de carregar uma bomba relógio. Chega de inutilidades. Não estou podendo mais com isso!

Por mais de um ano estou vivendo basicamente de faxinas internas e externas, jogando fora tudo que está sobrando e/ou dificultando o fluir natural das coisas. Eis o balanço atual:

Adeus de excesso de:

  1. Estímulos externos – Hoje eu controlo a quantidade e a qualidade das informações e atividades diárias que faço para não me sobrecarregar sem um motivo nobre. Não é porque existem trocentos portais de notícias, redes sociais, livros, filmes, vídeos que eu preciso me antenar a todos.
  2. Metas e projetos – A minha vida tem cinco setores principais: família, amigos, carreira, relacionamento e autoconhecimento/autocontrole. Mas não dá para ter todos eles indo de vento em poupa ao mesmo tempo. Por isso decidi estipular uma hierarquia entre eles e só me dedicar com mais afinco àqueles que estão precisando de um cuidado redobrado.
  3. Expectativas – O ideal seria zerá-las, mas como ainda não virei Buda, preciso ser realista: o máximo que consigo é me policiar para não deixar que a doença do “deveria ser assim” me engula. Não, a vida não será exatamente como eu quero que ela seja. E ainda bem. Quem disse que eu sempre sei o que estou fazendo? Quem disse que eu sempre escolho a melhor opção?
  4. Sonhos de consumo – Como disse o Mujica, não compramos as coisas com dinheiro, mas sim com o tempo de vida perdido para ganhar esse dinheiro. E se o tempo de vida é algo que não se recupera, logo eu prefiro não empatá-lo adquirindo coisas dispensáveis.
  5. Ilusão de plenitude – Nada é capaz de me preencher ao ponto de eu parar de sonhar e desejar. Meditação, realização profissional, dinheiro, amigos, familiares, amor e sexo só têm o potencial de me satisfazer parcialmente. Então, pra quê pôr muita ênfase em qualquer um deles? Prefiro ir vivendo e desfrutando de tudo o que a vida me ofertar sem ideias megalomaníacas. Assim, eu ganho mais.

Meus dias por aqui podem ser tão curtos…. Amanhã ou daqui a pouco eu posso não existir mais, e é isso que faz tudo valer a pena.

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