A Tirania dos Excessos

Pensando o homem como a trindade corpo -mente – espírito, sempre achei a vida uma grande saga entre os desejos da carne, os apelos da alma e a régua da razão.

Não, não é fácil equilibrar as três faces. Até porque, em certos momentos, a costura entre elas é tão sutil que os olhos se embaçam.

E tudo bem a confusão.

Se fôssemos perfeitos, viver seria um tédio absoluto e o suicídio, uma opção tentadora!

O melhor desta bagaça é o risco. A incerteza entre erro e acerto, bônus e ônus. E quanto mais ambíguo, menos resistimos.

A vida é suja e caótica e ao mesmo tempo sistemática e sacra. Nela tudo cabe e tudo se justifica. Mas eu tenho medo dos abismos. Prefiro pairar sobre as interseções de seus cômodos para ali me esconder de todas as tiranias.

Overdoses me causam tédio. Um bom porre já me basta.

Sinal vermelho pro excesso de etiqueta e hipocrisia, que robotiza as relações e cria um vácuo esterilizado entre as pessoas;

e ao exagero dos impulsos narcisistas, que nos sequestra a possibilidade de vínculos mais sofisticados e sublimes.

Que os nossos encontros sejam imperfeitamente belos, com a dose (in)certa de transparência, bem-querer e insalubridade!

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