Haja Sapiência

No humano mora milênios de ensaios e as ambições mais inconcebíveis, posto que somos as cavernas e as naves espaciais, o medo da morte e a transposição tecnológica.

Em nossa natureza não há absolutismos, o que fazemos, sentimos e pensamos paira sempre em uma atmosfera nebulosamente hesitante, com um oceano de suposições e dois dedos, talvez, de certezas persistentes.

E quando rasgamos rótulos, acordos e papéis, o que sobra? Quem sobra?

Sem meus sobrenomes, gênero, diplomas, endereço, contatos e ancestralidade, quem sobra?

Sem meus valores, antipatias, preconceitos, gostos, desgostos, memórias, quem sobra?

Sem meu dinheiro, mão-de-obra, apelo sexual, relevância social, quem sobra?

Sem o que dizem de mim, o que sobra?

Sem o que eu penso de mim, o que sobra?

Quem sobra?

 

2 comentários sobre “Haja Sapiência

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