Fiapo

Se nas palavras coubessem a fantasia e a concretude do que vivemos, a poesia seria a mãe Terra.

Rios de choro berrado irrigando cílios, poros e pele com tudo que toca e estremece, impressos em folha timbrada com nossos repertórios

Árvores largas, arriadas de frutos a forrar as memórias com cenas, sustos e mágoas

Flores bordadas de afetos borrifando brevidades de vida e fragrância nos sentidos desatados

Mas como o dito é fraude do vivido

Do sublime só se sente o cheiro

 Do real só se agarra um trago

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