Repousam os Aflitos

O corpo se amiúda

num cessar de gestos

e

intentos.

Sons, vistas e odores,

tudo é mais rente, amplo

e

inteiro.

As vozes da rua fuzilam cada átomo

Transpõem as portas e janelas do corpo

Trepidam as vidraças

Assanham as cortinas

Reviram os lençóis

que cobrem

e

amornam.

Antes era raiva,

Punhos cerrados

Dentes trincados.

A criança BERRA

EXIGE!!

Agora é alívio

Pariu-se o veneno

Expeliu-se

os tumores

E por fim, o silêncio –

o início

o fim

condensados.

E dele

o

NADA

o

TUDO

e

o

TALVEZ

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