Caixa Eletrônico

Fazer listinha de tudo aquilo que se espera que as pessoas nos proporcionem é fácil, tá cheio de gente por aí usando de falsa delicadeza para conseguir o que quer.

O difícil mesmo é reconhecer as demandas do outro e integrá-las às nossas.

Eu posso, e devo, ter meus critérios de convivência somados a um certo grau de expectativa. Mas o coleguinha ao lado TAMBÉM.

E quem não está disposto a “negociar” (de maneira justa), nunca terá nenhuma relação que preste.

É muito cômodo dizer:

Eu te quero, eu preciso da sua ajuda ou da sua amizade.

Mas e o outro?

Será que eu sou aquilo que ele está procurando/precisando?

Será que eu também agrego valor?

Carências todo mundo tem, até porque somos animais organicamente desejantes.

E tudo bem.

O que pega mal é eu achar que a população da Terra existe para me servir como ferramenta de saciedade ou cura.

De jeito nenhum!

Primeiro que, se está dentro de mim, é problema meu e de mais ninguém.

Segundo que, antes de eu entrar e me sentar à mesa, eu preciso bater à porta e esperar que o dono da casa abra. E à medida que os vínculos se formam, os agrados aparecem e não o contrário.

O problema do ser humano é de noção de partilha e não de aquisição de recursos, pois a vida em si é abundante e sustentável.

Logo, sempre que pensamos e agimos a partir do “meu” e do “nosso” bem-estar, a riqueza é só uma questão de logística e bom gerenciamento.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s