Delírio

Purpurina

poeira

suor.

No

rosto

Na

língua

Nos

pés

encardidos.

A alma assanhada

por álcool

e

maconha.

 

O corpo

emprestado

à gente sem

nome.

É frevo, é samba

É funk e axé;

ladeira,

lombada

na

esquina

das

pernas

e

bundas

e

bocas,

mão boba

à toa.

Som alto que abafa

juízos

medrosos,

pudores devotos

do nunca

perder-se

na

carne,

no

toque

de

bicho

sem

modos.

Cerveja grudada

nos cantos,

nos poros

dos

ares

à volta.

Urina escorrida

por todos

os lados

das

ruas

em

marcha.

Fedor obsceno,

ardor

desvalido

que alarga, histérico,

o povo

sem rumo

e alegra, desvaira

a dor

enfeitada.

 

 

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