Os Tempos São Outros?

Por um lado, tudo ferozmente líquido e inconstante. Barreiras de contenção e opressão, uma a uma fracassando no encargo de estipular nossas divisas e roteiros.

Família, religião, política, cultura, o que de fato convence num mundo onde tudo é uma questão de nicho, contexto e funcionalidade? Onde nada mais parece indissolúvel…

O que de fato nos serve de lema e ancoradouro?

Mas e as nossas fomes de bicho?

Já temos iPhone, comemos, viajamos e transamos com a ajuda de aplicativos, mas e as nossas fomes? Nossas taras e medos?

Somos tecnológicos, mas ainda sangramos.

Duvida?

Ouse!

Penetre-se com ousadia e sem critérios.

Ajoelhe-se para o que lhe transpassa e afeta.

E por debaixo do hardware utilitário,

uma ilha de urgências e ardor.

Anseios cruzados

por vínculos e desprendimento

Simplicidades e imperialismos

Refúgio e adrenalina

Porque somos correntes e asas

E essa é a medida de todas as coisas,

o sentido de tudo o que imprimimos

em nós e no mundo

Porque tudo é fome.

 

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