A Coisa Mais Minha

Onde estão minhas divisas?

Que limites me brecam?

Que dureza me finca?

Eu não sei

Não notei

porque sou um oco

pendurado no mundo

que se entope

das dores risos e fomes

do mundo,

que se expele e renasce nas encostas

do mundo

 inalando o que os poros consentem

acatando o que as paixões encomendam

Eu sou menor que a coisa

mais mínima

e tudo

o que o vento carrega

e a vida

preenche

 

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