Privilégios x Liberdade

Dinheiro compra:

a hora/aula de um professor, mas não a libertação do conhecimento;

os serviços de uma empregada doméstica, mas não a independência de saber cuidar de si  e limpar a própria sujeira;

a experiência de um terapeuta, mas não a superação de transpor seus próprios medos, traumas e ilusões.

Ele viabiliza, abre portas, traz conforto, mas há um nível da liberdade humana que nem o dinheiro nem todos os outros marcadores de poder e bem-estar social (juventude, beleza, fama, casamento, cultura etc.) são capazes de conceber:

o amor pela própria existência traduzido

no esforço indissolúvel em se manter saudável e em progresso,

 em se honrar, conhecer e expandir,

no pacto com sua própria verdade em detrimento de todas as aparências e exigências do mundo

e na sede de entrega a si mesmo e às suas demandas

de riso, choro e vigor!

Este patamar, que é íntimo e anônimo,

só se revela para quem o elege,

a despeito de todas as distrações do mundo.

E para subi-lo há de se estar nu

porque liberdade também é transparência

e para que ela avance, o medo do espelho tem que fracassar.

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