Já não me obrigo

O tempo vai passando,

a vida, ensinando.

E, finalmente, os cismados com a cerimônia, apreendem que franqueza

liberta e desinfeta!

Amizades de fachada pra alugar companhia?

Desamores sem futuro pra ostentar que tem macho?

Coices, desfeitas, intrigas aturadas, engasgadas?

Olha, FRANCAMENTE!

Nesse lamaçal de Faz de Contas não se enfie de caso pensado

que o enrosco bem-quisto irrompe do simples intento de

abrir-se

e

melar-se

no

OUTRO;

das tosquices, segredos, olhares

fincados

no

OUTRO.

 

E é nisso que o amor

se apoia e encorpa.

Eu, que não serei eterna, só me abalo e me agacho

pelo que amplia a medida dos afetos possíveis,

de livros a gentes

de lugares a gostos,

de peles, sons, toques, vozes

memórias, histórias,

DIÁLOGOS.

Eu, que não serei eterna,

tenho uma miséria de tempo

pra fazer desta vida algo que valha

 a presença assídua, unida.

E por isso

#NãoSouObrigada

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