Não vou fingir que te amo

Não vou fingir que te amo nem esperar que faça o mesmo por mim. Está tudo bem desse jeito bem rústico. E não seríamos os primeiros.

Amor verdadeiro é coisa tão tinhosa e se escora em tantas variantes, que não se mistura a essas cafonices sociais emporcalhadas de fingimentos convenientes.

Ele, o amor, é insubmisso de ponta a ponta e confia sua ternura apenas a encontros verdadeiros, empoderados por afinidades de alma e temperamento.

Ah, esses encontros.

Tão raros, roucos e prontos.

Deixam o juízo desarmado e os afetos positivos em alvoroço, querendo ser livres, querendo ser amplos.

Não se explicam nem se moldam a nenhum cabresto ou roteiro.

Não transbordam só porque somos mãe e filha, irmãs, vizinhas, parentes, amantes ou assíduos nos mesmos ciclos e recortes.

Também não se acanham porque somos de outros mundos, cores, idades, valores ou passaportes.

Esse amor, que em cada vivente se acomoda e engrossa de maneira exclusiva, é singelo, porém, espaçoso.

Não precisa de luxos nem contratos, mas há de se ter o peito largo e rendido, posto que é brasa e asas!

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