Está em mim, eu acolho

Da fortuna à ferida,

da agonia à alegria,

se está em mim, eu acolho

penetro,

integro

porque sou correnteza

e só a Vida,

represa.

 

É de lei me aportar sem rodeios em baías diversas,

é sagrado meu zanzar com firmeza num silêncio ditoso

pra que o gosto venha todo frondoso, assanhado em si mesmo;

e a chegada, resoluta e sincera.

 

[Quanta largueza!]

 

Em tudo aquilo que amo e estranho a distinção dos contornos,

eu moro e demoro

como se não houvesse o futuro

e o presente, germinasse a eternidade que paira, suntuosa,

[do pó ao Sol,

da larva às estrelas]

sobre tudo que vejo, entre tudo que sinto

sendo sangue, massa e veias deste e de todos os mundos.

 

 

 

 

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