Se é pra viver que seja à queima roupa

Não muito raro, me pego às voltas com uns desejos que tenho há tempos e que ainda não vingaram. Rodo daqui, rumino dali…

 

Por que ainda não aconteceu?

Será que não é pra ser?

O que tem de errado?

Mas que inferno!

 

Quando o mi mi mi acaba e a vergonha na cara volta, eu me pergunto:

 

Mas o que você anda fazendo para realizar esse desejo?

Você já tentou todas as rotas?

Já usou todas as cartas?

Já ponderou sobre todos os erros?

Enfim, a clareza sobre o que você quer e o plano para chegar lá estão em dia e em curso?

 

É CLARO QUE NÃO, NÉ?!!

 

Se VOCÊ estivesse na disciplina e atividade, não estaria passando raiva nem se fazendo de injustiçada- sofredora -Maria do Bairro – desfavorecida pelo universo.

 

É muito mais cômodo pensar que existe uma conspiração invisível para que tudo dê errado, mas eu me recuso a acreditar nisso simplesmente porque esse tipo de coitadismo me afunda numa vala de mediocridade e chororô patético.

Eu prefiro a esperança convicta de que tudo vai dar certo, CONTANTO QUE eu invista em:

 

esforço

conhecimento

paciência

 sabedoria

e

FOCO

na direção daquilo que eu quero.

CONTANTO QUE eu pague o preço pela encomenda.

 

Porque é assim que tem funcionado pra mim desde sempre.

E mesmo se der tudo errado, estarei no lucro, pois a bagagem de experiência que os tombos me trazem se transforma em trunfo para todas as empreitadas futuras e me torna muito mais à vontade com as inseguranças da vida.

Deixar de apostar naquilo que se quer é o caminho mais curto para o desgosto e a impermeabilidade existencial.

Assim como os rios, nós somos um leito que demarca as divisas do que nos cabe de fixo e repetitivo.

Assim como os rios, nosso conteúdo é fluido, escorre, evapora, abaixa e transborda sob o efeito de ciclos e confrontos diversos que nem sequer compreendemos.

 

Então…

 

Que passe bem longe de mim a covardia presunçosa de esnobar

o que se achega

de encontros e portas abertas

porque o novo jamais se mistura com o ranço

do que já virou

sobra.

 

Que se abrigue aqui

todo zanzar de entusiasmo viril,

empreitada, planos

e

manifesto

do que no peito se cria

e

pelos olhos evapora

de

bem-viver, afeto e ascensão

Porque eu preciso

de

vistas, asas e lâminas

para sentir que estou viva

no

aqui

e

AGORA

 

 

 

 

 

 

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