Uma Tarde de Abril

Enche o peito e se desmonta no banco do canto com o rosto prensado no vidro.

Nos outros com seus momentos, ela nem repara.

Para pensar no que foi bom, apenas o chiar do ar se esgueirando pelo lado de dentro da pele, querendo sobrar bem no centro do corpo. A cena passada a limpo fala a fala, gesto a gesto e tremor – um susto gelado na boca do estômago bem quando tudo começou.

– Não quero que morra! Não posso com isso!

Deixa estar aqui por perto, rondando à minha volta para eu gastar até minguar como roupa surrada de tanto se amar.

 

3 comentários sobre “Uma Tarde de Abril

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