Miss Fêmea Existe?

Assisti a um debate curioso entre uma ex-feminista e uma feminista vereadora. Esperava mais das duas e também da mediadora. Achei a conversa um pouco rasa e desorganizada. Mas já é um começo e nada nasce pronto. Não faz muito tempo que tudo sobre nós era quase que exclusivamente pensado e divulgado por homens. Da... Continue lendo →

Não é só cabelo

Como teve coragem de cortar o cabelo tão pequeno?" Pesquisando bastante no YouTube, seguindo meninas sensatas que já tinham passado pela transição e respeitando o meu próprio tempo. "Deve dar um baita trabalho cuidar de um cabelo cacheado assim, né?"  De jeito nenhum. Só tive que ter um pouco de paciência pra descobrir do que... Continue lendo →

Era tão importante. Preferi que calasse

  Ontem à tarde escrevi à mão num café qualquer me lembrando que nem tudo é   control+C, control+V fast-food fast-fashion aplicativos algoritmos.   Há muito de analogicamente orgânico pulsando por aí sem querer ser lido nem compartilhado. Como ecos de uma intimidade que dispensa plateia.   O lado de dentro da porta a senha do... Continue lendo →

Temos Smart Phones, Mas e o Tato?

"As pessoas não se olham mais no metrô, nas ruas." Ouvi essa frase de uma senhora uns meses atrás e na época achei meio exagero. Que tonta, eu!! Ela estava coberta de razão. O pessoal parece um zumbi hipnotizado pelo efeito smart phone, com a cara enterrada na tela como se o barato da vida... Continue lendo →

Pra que servem os homens?

Para preencher carnalidades pulsantes e pouco refutáveis; violar nossas fachadas de santas imaculadas; sucumbir à tentação convincente de tetas coxas quadris vagina e lábios pintados?   Ou para serem filhos amansados no quentinho de um amor naturalmente zeloso e vigilante?   São eles pais, tecedores de abrigos físicos e simbólicos contra os medos que sentimos... Continue lendo →

Fêmeas, Mulheres e Moldes

No último dia deste mês faço 3.0 com comemorações bem menos faraônicas do que eu imaginava para a ocasião. Sim, é uma virada de página importante,  ritual de passagem e tal, mas num plano alargado, não passa de um dentre milhares de simbolismos que criamos para decorar (ou complicar) a vida.   Que haja o... Continue lendo →

Com a casa nas costas

Já me corroeu perceber que em parte alguma há um lar derradeiro; aquele que me conteria com autoridade e esperança na infinitude.   Mas será que minhas noções de pertencimento podem ser assim tão convictas? Se eu arranhar o topo dos afetos físicos e sutis que sinto a ponto de expô-los e revirá-los, o que... Continue lendo →

Que cabelo é esse?!

"Agora prepare-se para as hostilidades, menina" Foi o que eu disse à mim mesma depois de tosar a juba meio crespa, meio alisada. Até entrar em transição, eu nunca tinha parado para analisar essa peculiaridade da cultura brasileira: O cabelo que cresce cacheado ou crespo na cabeça de uma enorme parcela das brasileiras é adestrado... Continue lendo →

E o livro sai quando?

Escrever em si é simples, principalmente, para quem faz disso um hábito há pelo menos duas décadas. Mas pelo que escrever? Que rumo e gosto dar às sucessivas correntes que me cortam? E que propósito agregar a essa vocação? Aliás, vale a pena ter uma finalidade clara e prática para minhas subjetividades? Ou seria melhor... Continue lendo →

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