10 Músicas pra Amar o Rock

Aquelas músicas que me fazem parar tudo pra viajar, dançar ou berrar a letra.

Aquelas que eu nem posso ouvir quando preciso de muita concentração ou compostura dado o nível de frenesi que me causam.

São elas, ou melhor, algumas delas porque minhas 377 mil playlists jamais caberiam num único post.

Vida longa ao Rock!!!!

Kings of Leon – King of the Rodeo

Franz Ferdinand – I’m Your Villain

Los Hermanos – Horizonte Distante

The Black Keys – Next Girl

BB King/Eric Clapton – The Thriller is Gone (PHODAAAA)

Pink Floyd – Time

Metallica – For Whom the Bell Tolls

Beatles- While My Guitar Gently Weeps

Jet-  Get me Outta Here

The Strokes – Heart in a Cage

 

É isso, pessoal.

E quem quiser continuar a lista, é só deixar nos comentários.

A Garota Desconhecida

Cada um se cura como pode…

O peso da consciência exigindo justiça, as dores do passado modelando o presente.

Uma médica inconformada com a morte de uma jovem desconhecida que, em certa medida teve sua contribuição; um estagiário fazendo da medicina o antídoto para seus traumas de infância.

O filme não é nenhuma proeza de atuação, fotografia ou roteiro, mas a história prende. O jeito seco, típico do cinema francês, é sentido do início ao fim, inclusive nos momentos de mais emoção.

Eu gosto disso. Acho as presepadas cênicas, muito frequentes na dramaturgia latina, um excesso difícil de engolir. E já notei que todos os atores que mais admiro são sintéticos, sóbrios, porém, muito incisivos em sua atuação.

Como disse a diva, Clarice Lispector, “que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho”. Anthony Hopkins e Fernanda Montenegro que o digam.

Voltando à trama, o que mais me intrigou foi a overdose de realismo mostrado em todas as cenas. Saí do cinema cheia de questões:

Como uma simples atitude pode contribuir para uma tragédia…

Não muito raramente, nosso instinto de autopreservação se choca com o senso de justiça. Quem nunca se atormentou entre salvar sua pele e fazer a coisa certa?

E por que fazemos o que fazemos? Somos de fato generosos ou praticamos o bem para nós mesmos através dos outros?

Perguntas, muitas perguntas…

Filmes como este são um ótimo corta-santidade justamente por trazer à tona o humano que nós somos – confuso, vacilante, contraditório – e não aquele que gostaríamos de ser. E pensar nisso me fez lembrar de um documentário, postado aqui, no qual uma das participantes deu uma das declarações mais sinceras e humildes que já ouvi.

Ela, judia salva ainda criança por um soldado alemão, disse algo mais ou menos assim:

“Ele arriscou sua vida, a única que tinha, para salvar a minha. Eu não sei se faria o mesmo no lugar dele. Gostaria de dizer que sim, mas não posso.”

Acho que só uma pessoa muito desavisada de si mesma confia na eficácia absoluta de suas virtudes, todas as outras se vigiam e torcem para que a imprevisibilidade de suas escolhas e os reveses da vida não as arrastem para um lamaçal de dor, remorso e degradação moral.

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Delícias de São Paulo

Ah, como o bicho homem se encanta por agrados aos olhos e ao estômago!

Comer, beber e namorar as decorações de lugares bem apanhados é um aconchego na alma.

Casa Bauducco

Bauducco

Muuuitos panettones, cookies, biscoitos, chás, cafés e alguns salgados. Tudo cuidadosamente decorado. Conheço a unidade do shopping Vila Olímpia, mas para conferir as outras localidades, é só clicar aqui.

Talchá

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Outro lugar pra se sentir bem aninhado e servido.

Amantes de chá (como eu), lá vocês vão encontrar umas quinhentas mil variedades nacionais e internacionais para tomar no local e/ou comprar latinhas, frascos ou sachês.

Outra coisa legal é a opção de tomar o chá quente ou gelado. Confiram aqui mais detalhes e os endereços.

Saindo dos lanchinhos, vamos falar de comida quase turca porque eu saí da Turquia, mas ela não saiu de mim. 🙂

Restaurante Kalili

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O único restaurante árabe em que já comi aqui em São Paulo. Comida boa e variada, algumas opções na brasa, além de quibes e esfirras.

Dá para fazer um lanche ou comer uma refeição completa. Gostei.Só sinto falta de um tempero mais carregado.

Há unidades nos shoppings Pátio Higienópolis, Bourbon, Vila Olímpia, etc.

E se a consciência pesar, uma horinha de bike no Parque do Povo, que é lindo, amplo e bem localizado.

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E se os olhos quiserem variar, Cine Itaú da Augusta (ou melhor, cines, porque são dois quase de frente um pro outro) com filmes e documentários fora da curva e novas referências.

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Sou novata por aqui, mas ando me achando com muita facilidade neste caldeirão de opções culturais e estéticas.

Nasci carioca, mas desconfio que meu temperamento é mais paulistano.

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Enfim Só!

Eu nunca fui das mais sociáveis. As doses cavalares de solidão de que preciso para estar bem e uma certa preguiça em construir novos laços sempre foram meus pretextos para viver no meu casulo.

Hoje em dia, ao pensar em todos os filmes incríveis que não poderei ver e nos livros que mudarão minha vida, mas que ainda não descobri, me sinto tentada a hibernar eternamente no aconchego do meu quarto, dentro de uma roupa confortável e com a cara lavada.

Às vezes, também dá medo de endoidar (de vez) ou perder a conexão com o mundo lá fora. Daí me lembro que eu saio umas duas vezes por semana só para ver gente e converso com amigos e familiares com certa frequência.

O mais legal de preferir a solidão é que o contato com os outros ganha um significado mais exuberante.

Por passar a maior parte do tempo sozinha, uma simples viagem de metrô me distrai horrores e a conversa com alguém interessante reverbera dentro de mim por horas e horas  justamente por não ser algo vivido com tanta regularidade.

Aproveitando o assunto, deixo uma dica de livro para os amantes do voo solo.

Amor, Liberdade e Solitude – Osho.

Esse foi o primeiro livro que comprei de volta ao Brasil (fim de março de 2016). Muitas respostas me foram respondidas e novas perguntas suscitadas por ele. Recomendo para quem gosta de se analisar e curar.

Beijos e até a próxima! 😉

asl

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Que Tal Pagar Para Morrer?

A dica de hoje é bem incomum – o filme francês La Vanité.

Um senhor com câncer em estágio avançado e sem nenhum laço afetivo que o conforte, resolve contratar uma clínica especializada em eutanásia assistida.

Quando o momento do desapego chega, uma série de confusões e surpresas tornam o procedimento de poucos minutos em uma odisseia que dura a noite toda.

Divertido, inusitado e dramático, o filme me prendeu do início ao fim.

Uma das coisas que mais me fascinam na ficção é a possibilidade de “viver” histórias que em nada se assemelham à minha, e as confusões entre David Miller (o candidato a morto), Esperanza (a funcionária da clínica) e Constantin (um garoto de programa que vira testemunha do ato) atendem muito bem a essa expectativa.

E a pergunta que não pode faltar:

Você teria coragem de pagar para morrer?

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E Se Eu Fosse Um Deles?

O que uma mulher normal faz para aliviar a selvageria da TPM:

  • Come chocolate
  • Desabafa com alguém
  • Procura algo divertido para fazer
  • Fica quieta no seu mudinho
  • Qualquer coisa que NÃO piore a situação

E o que a Aline resolveu fazer:

  • Decidiu assistir a um documentário nível Jogos Mortais de tanta desgracença com um simples detalhe: NADA era ficção. Dezenas de pessoas reais contando dramas tremendamente reais.

Resultado: Chorei uns 20 baldes em cada olho por quase 3 horas, saí do cinema e continuou o aguaceiro pela Augusta, pela Paulista e foi indo até a faculdade.

Quis gravar um vídeo sobre o tema na época, mas achei mais seguro vir aqui fazer este post, pois o apego à compostura falou mais alto.

Bom, isso me aconteceu há algumas semanas. Não sei exatamente quando porque matemática e memória são minhas deficiências mais extravagantes. Mas a questão é:

  1. O documentário é de cortar o coração de um sanguinário? É.
  2. Você corre o risco de se sentir um lixo desalmado por não tentar salvar o mundo? Sim.
  3. Ele pode soterrar várias crenças que você tem sobre justiça social? Pode.

Mas ainda assim, eu recomendo. Vale a pena confrontar a sua realidade com a de pessoas com vivências, crenças e histórias completamente distintas das suas.

Essa é uma ótima oportunidade para dar mais valor à vida e rever certos conceitos tão comumente propagados como se fossem irrefutáveis.

Algo em mim mudou para sempre depois dessa experiência. Ainda não calculei a magnitude da coisa, mas eu sei que eu me tornei um pouco mais sensível à dor alheia e um tantinho menos mimada e exigente com o que acho que mereço ter para chamar de meu.

Beijos e até a próxima, pessoal!

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Dicas de Leitura Prática -As Cem Melhores Crônicas Brasileiras

Se você não tem o hábito da leitura e quer ter ou se o seu tempo para ler é escasso, uma boa dica é investir em compilações de contos e crônicas, pois elas são bem mais práticas que um romance.

Você pode ler um conto ou crônica por dia, o que significa em média 2 ou 3 páginas apenas, e levar o tempo que quiser para concluir o livro sem viver a ansiedade pelo fim.

Outra vantagem das coletâneas é a diversidade de referências, já que você entra em contato com autores de quem nunca ouviu falar e pode consultar a obra deles posteriormente.

Eu, por exemplo, nunca tinha lido Rachel de Queiroz e depois da crônica “Talvez O Último Desejo“, que me emocionou profundamente, eu resolvi incluir a escritora na minha lista de leituras futuras.

Também decidi dar mais atenção para outro escritor importantíssimo para a crônica brasileira, que é o João do Rio. Eu já tinha lido um conto dele “O Bebê de Tarlatana” (ótimo por sinal), mas simplesmente esqueci de me aprofundar.

Como se não bastasse tudo isso, neste livro ainda contamos com uma variedade de assuntos para ninguém botar defeito. Você terá 100 histórias com as quais se envolver. Cem!!!Dá para se entediar? Claro que não, né?

Agora, vamos às considerações mais específicas sobre o livro.

Li em voz alta a grande maioria dos textos para “sentir” a melodia de cada um deles, tudo entre gargalhadas, reflexões, garganta engasgada e, em alguns casos, até lágrimas.

Para mim, o melhor do livro encontra-se até a década de 70. Depois desse período, os textos bem escritos e com casos interessantes foram ficando cada vez mais rarefeitos. De qualquer forma, eu amei a leitura e ganhei novos nomes para a minha investida como cronista.

Maiores Vantagens do Livro

  • Riqueza de estilos, temáticas e estética – Ter num único livro nomes como Machado de Assis, Graciliano Ramos, Carlos Drummond de Andrade e Clarice Lispector, te dá uma visão panorâmica sobre como cada um desses gigantes estruturava a sua escrita. Com isso você acaba desenvolvendo um olhar mais sutil para as diferenças entre o trabalho dos autores, bem como dos temas que eles costumam abordar.
  • Informações extras – A cada passagem de época, há uma pequena descrição sobre o que estava acontecendo com a crônica e o Brasil naquele período. Mais uma vez ganhamos amplitude.
  • Referências bem catalogadas – Nas últimas páginas você pode consultar os autores de duas maneiras: pelo índice de autores (para quem quer saber em quais páginas encontrar o texto de cada um deles) e pela bibliografia (para quem quer rastrear o original onde cada crônica foi publicada).

Minhas Prediletas

De 1850 a 1920

  1. Modern Girls – João do Rio p. 29
  2. O Livreiro Garnier – Machado de Assis p. 41
  3. Um Mendigo Original – João do Rio p. 44
  4. As Cartomantes – Olavo Bilac p. 53
  5. O Dia de Um Homem em 1920 – João do Rio p. 57
  6. Genialidade Brasileira – Alcantra Machado p. 72
  7. Talvez O Último Desejo – Rachel de Queiroz p. 74
  8. Um Milagre – Graciliano Ramos p. 74

Década de 50

  1. Café com Leite – Antônio Maria p. 96
  2. Batizado na Penha – Vinicius de Moraes p. 97
  3. A Moça e a Varanda – Sérgio Porto p. 99
  4. Páginas das Páginas – Marques Rebelo p. 101
  5. Garbo: novidades – Carlos Drummond de Andrade p.115
  6. Complexo de Vira-latas- Nelson Rodrigues p. 118
  7. O Inferninho e o Gervásio – Stanislaw Ponte Preta p. 126
  8. Os Amantes – Rubem Braga p. 129
  9. A Bolsa e a Vida – Carlos Drummond de Andrade p. 137

Década de 60

  1. Conversa de Pai e Filha – Antônio Maria p. 155
  2. Gente – Elsie Lessa  p. 157
  3. Coisas Abomináveis – Paulo Mendes Campos p. 162
  4. Notas de Um Ignorante – Millôr Fernandes p.170
  5. A Última Crônica – Fernando Sabino p. 188

Década de 70

  1. Londres, Novembro de 1972 – Campos de Carvalho p. 193
  2. Herói Morto. Nós – Lourenço Diaféria p.195
  3. Um Lugar Ao Sol – Chico Buarque p. 201
  4. Os Abridores de Bar – João Carlos Oliveira p.213
  5. Morreu O Valete de Copos – João Antônio p. 220
  6. Medo da Eternidade – Clarice Lispector p.223
  7. Ser Gagá – Millôr Fernandes p. 225

Década de 80

  1. Ed Mort e O Anjo Barroco – Luis Fernando Veríssimo p. 233
  2. Zero Grau de Libra – Caio Fernando de Abreu p.255

Década de 90

  1. Sobre o Amor – Ferreira Gullar p.279
  2. Minhas Bunda – Mario Prata p.287

Anos 2000

  1. A Mulher de -Marcelo Rubens Paiva p.319
  2. Meu avô foi um belo retrato do malandro carioca – Arnaldo Jabor p. 331

Dica Final

Antes de começar a ler o livro, escolha uma forma fácil e eficiente para marcar as páginas que você mais gostou. Assim dá para fazer um balanço final sobre os autores de sua preferência ou reler as crônicas que mais lhe chamou atenção.

Eu usei post it. Dê uma olhada no arco-íris! 🙂

cr

Bom, é isso, pessoal. Espero que tenham gostado das dicas. Quem tiver lido o livro e quiser contribuir com mais informação, por favor deixe nos comentários.

Beijos e até a próxima! 😉

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