Uma Tarde de Abril

Enche o peito e se desmonta no banco do canto com o rosto prensado no vidro. Nos outros com seus momentos, ela nem repara. Para pensar no que foi bom, apenas o chiar do ar se esgueirando pelo lado de dentro da pele, querendo sobrar bem no centro do corpo. A cena passada a limpo... Continue lendo →

Sabe-se lá no fundo

Da porta pra dentro, o que me engrandece é esta subjetividade bem construída e amparada no que me parece genuíno. Saber-me indivíduo solto e às vezes descontinuado da cultura, com vontades e demandas próprias antes de seguir a manada porque o mundo e as ideias dos outros nem sempre coincidem ou favorecem meu rumo. Ah,... Continue lendo →

Miss Fêmea Existe?

Assisti a um debate curioso entre uma ex-feminista e uma feminista vereadora. Esperava mais das duas e também da mediadora. Achei a conversa um pouco rasa e desorganizada. Mas já é um começo e nada nasce pronto. Não faz muito tempo que tudo sobre nós era quase que exclusivamente pensado e divulgado por homens. Da... Continue lendo →

Não é só cabelo

Como teve coragem de cortar o cabelo tão pequeno?" Pesquisando bastante no YouTube, seguindo meninas sensatas que já tinham passado pela transição e respeitando o meu próprio tempo. "Deve dar um baita trabalho cuidar de um cabelo cacheado assim, né?"  De jeito nenhum. Só tive que ter um pouco de paciência pra descobrir do que... Continue lendo →

Um Prego no Meio da Rua

A gente pensa que supera... Para certas perdas não há tal coisa. Comecei a ler este livro sem saber do enredo e, pra minha surpresa, ele começa com o drama de um senhor que acabou de perder sua esposa depois de 48 anos de casamento. Como não lembrar do meu velhinho que se foi em... Continue lendo →

Nada a ver como era antes

Um dia acreditei na permanência das coisas, do semblante no espelho a pessoas achegadas. Tudo um arquivo vivo de escaninhos feitos pra durar. Um dia, que foi anteontem, pensava me conhecer como se fosse um cômodo por onde se faz inventário com os olhos das medidas, mobília, enfeites e até da incidência de luz sobre o sofá de... Continue lendo →

A Paz dos 30 não Tem Nome nem Muros

É qualquer coisa de mais mansa e desafetada como chuva miúda que molha, mas sem estrago.   Os dias vão ficando assim menos sensacionalistas, com o olhar se demorando um pouco mais em pormenores como se visse uma pintura momentânea e por isso agisse para estar alinhado, sorvendo suas tintas e lombadas. É mais bonita a... Continue lendo →

Um Manifesto de Amabilidades

Que sempre haja entre nós espaço para a minha e a tua naturalidade vingarem E que todas as ideias de supremacia e dominação evaporem no exato momento em que meus olhos cruzarem com os teus. Deixemos, então, os acessos de egoísmo esperando num canto da sala para brincar de ser dupla, liga e comunhão fundidos... Continue lendo →

Pra que servem os homens?

Para preencher carnalidades pulsantes e pouco refutáveis; violar nossas fachadas de santas imaculadas; sucumbir à tentação convincente de tetas coxas quadris vagina e lábios pintados?   Ou para serem filhos amansados no quentinho de um amor naturalmente zeloso e vigilante?   São eles pais, tecedores de abrigos físicos e simbólicos contra os medos que sentimos... Continue lendo →

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