Nada a ver como era antes

Um dia acreditei na permanência das coisas, do semblante no espelho a pessoas achegadas. Tudo um arquivo vivo de escaninhos feitos pra durar. Um dia, que foi anteontem, pensava me conhecer como se fosse um cômodo por onde se faz inventário com os olhos das medidas, mobília, enfeites e até da incidência de luz sobre o sofá de... Continue lendo →

A Paz dos 30 não Tem Nome nem Muros

É qualquer coisa de mais mansa e desafetada como chuva miúda que molha, mas sem estrago.   Os dias vão ficando assim menos sensacionalistas, com o olhar se demorando um pouco mais em pormenores como se visse uma pintura momentânea e por isso agisse para estar alinhado, sorvendo suas tintas e lombadas. É mais bonita a... Continue lendo →

Desmanche

Chega às vezes ao ponto do Nada Aquela instância de viver em que não se pretende ocupar muito espaço no mundo porque o silêncio firmou-se como o auge, o absurdo de acúmulo em experiência tátil com a vida. Vida... Imediata, sem pontes nem grades.... Um diluir-se mesclar-se sujar-se com os odores e volumes dos outros Um... Continue lendo →

Um Manifesto de Amabilidades

Que sempre haja entre nós espaço para a minha e a tua naturalidade vingarem E que todas as ideias de supremacia e dominação evaporem no exato momento em que meus olhos cruzarem com os teus. Deixemos, então, os acessos de egoísmo esperando num canto da sala para brincar de ser dupla, liga e comunhão fundidos... Continue lendo →

Não vou fingir que te amo

Não vou fingir que te amo nem esperar que faça o mesmo por mim. Está tudo bem desse jeito bem rústico. E não seríamos os primeiros. Amor verdadeiro é coisa tão tinhosa e se escora em tantas variantes, que não se mistura a essas cafonices sociais emporcalhadas de fingimentos convenientes. Ele, o amor, é insubmisso... Continue lendo →

Desejo(s)

Dane-se qualquer script de linearidade! A mim a vida toca pela anarquia dos afetos. Vivo pelo que amo, Como, compro, convivo, brigo pelo que amo em mim e nos outros. Pessoas, lugares, livros, ideias, cheiros, gostos, olhares.... É tudo obra dos afetos, desejo de tato, boca, abraço Vontade de suprimir as distâncias entre o que... Continue lendo →

A Coisa Mais Minha

Onde estão minhas divisas? Que limites me brecam? Que dureza me finca? Eu não sei Não notei porque sou um oco pendurado no mundo que se entope das dores risos e fomes do mundo, que se expele e renasce nas encostas do mundo  inalando o que os poros consentem acatando o que as paixões encomendam... Continue lendo →

E se A gente Vivesse?

E se a gente vivesse com largura e intento cada palmo de vida sem contar o amanhã? E se a gente dissesse "já vai tarde" pro ontem se embrenhando no hoje sem temer o amanhã? Suspiros delírios passadas Vivências Cadências Paradas Em curvas Carências Lombadas E se a gente crescesse se entretendo no estudo de... Continue lendo →

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