Paula Lavigne

 

 

Paula foi apalpada e disse que ia matar o cara.

Super me identifico. Se fosse comigo, não faria muita coisa. Só ia querer dar uma machadada nele e depois esquartejá-lo sem pressa nem dó.

Paula é workaholic, eu também.

Paula tem espírito de liderança, mas jamais se envolveria com política.

Paula é sincerona e de personalidade fortísssima.

Pena que Paula não gosta de ser mulher, apenas tolera (diz isso aos 6 minutos da entrevista). Aí tenho que discordar por completo.

Amo ser mulher, fêmea, ter tetas, curvas. Pensar, sentir, agir como mulher. Transitar pela existência deste lugar mais sinuoso e intricado.

 

Para mim, o problema das mulheres em grande medida se chama “HOMENS”.

Tirando as dificuldades fisiológicas – TPM, cólicas, menstruação, gravidez etc. O mal que sofremos é consequência do lugar menor, subserviente e objetificado que os homens nos deram ao longo da História. Não tem nada a ver conosco, mas sim com a incapacidade deles de lidar com a liberdade feminina.

Eles, os homens, gostam dessa coisa da conquista, da submissão e de uma relação extrativista com o mundo – natureza, outros homens e, obviamente, com as mulheres. Gostam de se fazerem senhores de tudo em que enxergam valor. E por isso. Apenas por isso a vida das mulheres tornou-se tão mais encolhida que a deles. Felizmente, estamos mudando a narrativa das últimas décadas pra cá, o que provavelmente irá reduzir o ranço que muitas mulheres têm da sua própria natureza.

Paula Lavigne é

atriz e produtora

mãe de Zeca Veloso e Tom Veloz

esposa de Caetano. Sim do nosso Caetano.

Obrigada por existir, Paula! Continuar lendo

Melancolia – Aprendendo a se Gerir

Quem em sã consciência é alegre e otimista o tempo todo?

A vida é tão sinuosa, tão cheia de ganhos e perdas que o jeito mais razoável de vivê-la me parece algo assim bem corpo a corpo, lidando com as contingências de cada momento e tendo, sempre que possível, a saúde global como referência primeira.

Choro, riso, paixões, fúrias, lutos, amores, desafetos…

Aprender a lidar com os efeitos de cada estado de espírito, ponderando sobre suas causas e impactos práticos no cotidiano é uma incumbência existencial de primeiríssima grandeza; o único passaporte para a maturidade com status autêntico e sustentável.

Num mundo ideal, receberíamos como pais criaturas experimentadas nessa arte de se gerir e melhorar, mas neste aqui a realidade é catastrófica. A maioria dos adultos gera outras vidas no mais completo breu sobre suas próprias deficiências psicológicas e afetivas; ainda são cheios de traumas, ressentimentos, repressões e ideais totalmente defasados. Ainda vivem sob o estigma de vítimas do mundo.

A dica de hoje é um Café Filosófico com a psicóloga Julieta Jerusalinsky, especializada na área infantil.

O foco do debate é a melancolia nas crianças e suas causas mais frequentes, mas é perfeitamente possível se fazer um paralelo com a realidade dos adultos. Até porque, de certo modo, nunca crescemos de todo, sempre guardamos reminiscências das impressões e convicções assimiladas nos primeiros anos de vida; operamos segundo uma infinidade de crenças e preconceitos formulados numa época anterior à formação de um discernimento mais sofisticado. Daí a importância de análises (em consultório ou por conta própria) permanentes dos nossos filtros e valores.

A palestra é longa, mas a voz e o vocabulário da Julieta são tão agradáveis que o tempo voa.

Espero que gostem! Beijos! 😉