A Paz dos 30 não Tem Nome nem Muros

É qualquer coisa de mais mansa e desafetada como chuva miúda que molha, mas sem estrago.   Os dias vão ficando assim menos sensacionalistas, com o olhar se demorando um pouco mais em pormenores como se visse uma pintura momentânea e por isso agisse para estar alinhado, sorvendo suas tintas e lombadas. É mais bonita a... Continue lendo →

Temos Smart Phones, Mas e o Tato?

"As pessoas não se olham mais no metrô, nas ruas." Ouvi essa frase de uma senhora uns meses atrás e na época achei meio exagero. Que tonta, eu!! Ela estava coberta de razão. O pessoal parece um zumbi hipnotizado pelo efeito smart phone, com a cara enterrada na tela como se o barato da vida... Continue lendo →

Desmanche

Chega às vezes ao ponto do Nada Aquela instância de viver em que não se pretende ocupar muito espaço no mundo porque o silêncio firmou-se como o auge, o absurdo de acúmulo em experiência tátil com a vida. Vida... Imediata, sem pontes nem grades.... Um diluir-se mesclar-se sujar-se com os odores e volumes dos outros Um... Continue lendo →

Um Manifesto de Amabilidades

Que sempre haja entre nós espaço para a minha e a tua naturalidade vingarem E que todas as ideias de supremacia e dominação evaporem no exato momento em que meus olhos cruzarem com os teus. Deixemos, então, os acessos de egoísmo esperando num canto da sala para brincar de ser dupla, liga e comunhão fundidos... Continue lendo →

Pra que servem os homens?

Para preencher carnalidades pulsantes e pouco refutáveis; violar nossas fachadas de santas imaculadas; sucumbir à tentação convincente de tetas coxas quadris vagina e lábios pintados?   Ou para serem filhos amansados no quentinho de um amor naturalmente zeloso e vigilante?   São eles pais, tecedores de abrigos físicos e simbólicos contra os medos que sentimos... Continue lendo →

Fêmeas, Mulheres e Moldes

No último dia deste mês faço 3.0 com comemorações bem menos faraônicas do que eu imaginava para a ocasião. Sim, é uma virada de página importante,  ritual de passagem e tal, mas num plano alargado, não passa de um dentre milhares de simbolismos que criamos para decorar (ou complicar) a vida.   Que haja o... Continue lendo →

Com a casa nas costas

Já me corroeu perceber que em parte alguma há um lar derradeiro; aquele que me conteria com autoridade e esperança na infinitude.   Mas será que minhas noções de pertencimento podem ser assim tão convictas? Se eu arranhar o topo dos afetos físicos e sutis que sinto a ponto de expô-los e revirá-los, o que... Continue lendo →

Que cabelo é esse?!

"Agora prepare-se para as hostilidades, menina" Foi o que eu disse à mim mesma depois de tosar a juba meio crespa, meio alisada. Até entrar em transição, eu nunca tinha parado para analisar essa peculiaridade da cultura brasileira: O cabelo que cresce cacheado ou crespo na cabeça de uma enorme parcela das brasileiras é adestrado... Continue lendo →

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